sábado, 22 de setembro de 2007

Efeitos do Uso da Adrenalina na Anestesia Local Odontológica


Resumo
Fundamento: A literatura é controversa no que se refere ao uso de vasoconstritores para anestesia local em cardiopatas,havendo preocupação com a indução de descompensação cardíaca.

Objetivo: Avaliar parâmetros eletrocardiográficos e de pressão arterial durante procedimento odontológico restaurador sob anestesia local com e sem vasoconstritor em portadores de doença arterial coronária.

Métodos: Neste estudo foram avaliados 62 pacientes. As idades variaram de 39 a 80 anos (média de 58,7 + 8,8) anos,sendo 51 pacientes (82,3%) do sexo masculino. Do total de pacientes, 30 foram randomizados para receber anestesia com lidocaína 2% com adrenalina (grupo LCA) e os demais para lidocaína 2% sem vasoconstritor (grupo LSA). Todos foram submetidos a monitorização ambulatorial da pressão arterial e eletrocardiografia dinâmica por 24 horas. Foram considerados três períodos: 1) basal (registros obtidos durante os 60 minutos que antecederam o procedimento); 2)
procedimento (registros obtidos desde o início da anestesia até o final do procedimento) e 3) das 24 horas.

Resultados: Houve elevação da pressão arterial do período basal para o procedimento nos dois grupos quando analisados separadamente; quando confrontados, não apresentaram diferença entre si. A freqüência cardíaca não se alterou nos
dois grupos. Depressão do segmento ST > 1 mm não ocorreu durante os períodos basal e procedimento. Arritmias em número superior a 10 por hora estiveram presentes durante o procedimento em sete pacientes (12,5%), sendo quatro (13,8%) do grupo que recebeu anestesia sem adrenalina e três (11,1%) do grupo com adrenalina.

Conclusão: Não houve diferença em relação a comportamento da pressão arterial, freqüência cardíaca, evidência de isquemia e arritmias entre os grupos. O uso de vasoconstritor mostrou-se seguro dentro dos limites do estudo.

Ricardo Simões Neves, Itamara Lucia Itagiba Neves, Dante Marcelo Artigas Giorgi, Cesar José Grupi, Luís Antonio Machado César, Whady Hueb, Max Grinberg
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – FMUSP – São Paulo, SP

domingo, 9 de setembro de 2007

Simple bone cyst: possible misdiagnosis in periapical pathology.


Este é um artigo interessante e de extrema importância clínica do Prof. Dr. Eduardo Fregnani (SP) e colaboradores. O prof Eduardo é além de PhD em Patologia, Especialista em Endodontia, onde atua como clínico em São Paulo e Jundiaí.

Desde já agradeço a contribuição.


Simple bone cysts are non-neoplastic bone lesions, classified as intraosseous pseudocysts without epithelial lining, that can be empty or filled by fluid and display uncommon clinical and radiographic features. This article presents an unusual case of a simple bone cyst with clinical and radiographic features similar to chronic apical periodontitis. A general dentist referred an 18-year-old man for endodontic treatment after the patient complained of pain in the mandibular right second molar, which displayed a significant bony radiolucency. Chronic periapical lesion was excluded after detailed clinical and radiographic examinations. During surgical exploration, an empty bone cavity was observed and curetted before wound closure. One year later, complete healing was observed.

Gen Dent. 2007 May-Jun;55(3):262.

Fregnani ER, de Moraes Ramos FM, Nadalin MR, Silva-Sousa YT, da Cruz Perez DE.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Prof. J. O. Andreassen - Traumatismo Dental - 7th IFEA - Vancouver


A aula ministrada pelo professor Andreassen trouxe novidades na área de trauma, onde a principal foi a criação de um site para que o profissional acesse e, com o paciente em seu consultório, consiga visualizar o protocolo e prognóstico para cada tipo de trauma através de um questionário. Desta maneira se consegue padronizar o atendimento do paciente que sofreu traumatismo dental e obter o prognóstico para cada caso, aumentando a chance de sucesso.

site:htttp://www.dentaltraumaguide.org

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Prof. Fernando Goldberg - MTA em Ápice Aberto 7th IFEA - Vancouver


Tive o prazer de assistir a conferência ministrada pelo Prof Fernando Goldberg (Argentina), que teve como objetivo demonstrar asos clínicos viabilizando o tratamento endodôntico de dentes permanentes com rizogênese incompleta em sessão única através da obturação com Mineral Trióxido Agregado (MTA). O prof Goldberg se baseou na literatura científica e deixou claro que este procedimento não é uma apicificação, onde temos o fechamento apical com uma barreira mineralizada produzida pelo próprio organismo, e sim o fechamento da porção apical com um material artificial - MTA.

Vancouver - 2007


Aos amigos Carlos Fontana, Flávia Delman, Ariadn Yuri Nakagawa, Cristiane Takahashi e Roberta Araújo pela companhia maravilhosa nesses 7 dias que passamos juntos. Vou sentir saudades!!!

Um abraço a todos !!!

Fratura Radicular Vertical -Relato de Caso


Tenho verificado com certa frequência a ocorrência de Fratura Radicular Vertical (FRV) em dentes com restaurações extensas, tratados ou não endodonticamente. É de extrema importância o correto diagnóstico e o mais breve possível. A FRV leva a destruição óssea, o que certamente compromete a colocação de um futuro implante. O Microscópio Operatório tem grande importância, já que, com o aumento da luminosidade e magnificação visual podemos observar detalhes mínimos.
O presente caso apresenta um fratura radicular vertical na raiz Mesial, onde após 10 anos de tratamento endodôntico, a paciente apresentou fístula entre os dente 36 e 37. A radiografia sugere perda óssea extensa ao redor da raiz Mesial do 37. Após a completa remoção da restauração verificou-se uma FRV na raiz M. Prognóstico desfavorável.